segunda-feira, 14 de abril de 2014

GALERIA DE MÁSCARAS

Galeria de máscaras infantis para colorir, imprimir, pintar!

MÁSCARAS:



  1. Abóbora 
  2. Alface
  3. Africanas 
  4. Animais
  5. Bakugan
  6. Banana 
  7. Batman 
  8. Ben-10
  9. Bode 
  10. Boi
  11. Borboleta
  12. Branca de neve
  13. Bruxa e bruxo  
  14. Bruxas 
  15. Bumba-meu-boi
  16. Cachorro
  17. Caipira - festa junina 
  18. Caipira - festa junina coloridas
  19. Carnavalesca
  20. Carnavalescas coloridas diversas
  21. Carnaval moldes máscaras
  22. Cavalo ou égua
  23. Carnaval 
  24. Cascão
  25. Cenoura 
  26. Cebolinha
  27. Cinderela
  28. Cigarra e formiga 
  29. Creme dental 
  30. Coelho e coelha 
  31. Coelho da Mônica e coelha
  32. Dente
  33. Dia da Bandeira 
  34. Dona Baratinha 
  35. Donald e Margarida 
  36. Flores 
  37. Frutas 
  38. Fogo
  39. Gasparzinho  
  40. Girafa
  41. Gotinhas de vacina ou água
  42. Guardas de trânsito
  43. Homem aranha
  44. Índios e índias 
  45. Índio e índia
  46. Incrível Hulk 
  47. Laranja 
  48. Lápis 
  49. Leão
  50. Mônica 
  51. Monstro
  52. Morcego 
  53. Morango 
  54. Mosquito da dengue
  55. Mickey e Minnie 
  56. Onça
  57. Pato
  58. Palhaços
  59. Papai Noel e Mamãe Noel 
  60. Papai noel coloridas 
  61. Papai Noel preto e branco 
  62. Pássaros 
  63. Piu-piu 
  64. Porquinho e porquinha 
  65. Porco espinho
  66. Robô
  67. Saci 
  68. Saci 2 
  69. Sapo
  70. Sereia Iara
  71. Sítio do picapau - Visconde 
  72. Sítio do picapau - Emília 
  73. Sítio do Picapau - personagens todos 
  74. Sítio do Picapau - Cuca
  75. Soldado 
  76. Super Homem
  77. Tazmania
  78. Teatro 
  79. Tomate
  80. Trabalhador rural 
  81. Turma da Mônica
  82. Vampiro 
  83. Veneza
  84. Vovó e vovô 
  85. Zé carioca 
  86. Zebra



Nessa galeria estarão listadas todas as máscaras do Espaço Educar. Máscaras para teatro infantil e para diversão nas férias!

O indiozinho Havita: Para ouvir e ler!

O indiozinho Havita: Para ouvir e ler!


Imagens e áudio fazem parte da antiga Coleção Disquinho. Se a publicaçãodeste material ferir a alguém por favor escreva para supervisorzezinho@gmail.com e retiraremos do ar.






























baixar história do indiozinho Havita, baixar historinha infantil, história de índio, historinha indígena, história para o dia do índio, história para fazer dramatização do dia do índio, teatro dia do índio, história, encenaçao teatral dia do índio, 19 de abril, dia do índio!

DISLEXIA

Como lidar com o aluno disléxico em sala de aula? - Especial Dislexia


Como interagir com o disléxico em sala de aula?




   Uma educação para todos precisa valorizar a heterogeneidade, pois, a
diversidade dinamiza os grupos, enriquece as relações e interações, levando a despertar no educando o desejo de se comprometer e aprender. Desta forma, a escola passa a ser um lugar privilegiado de encontro com o outro, para todos e
para cada um, onde há respeito por pessoas diferentes.

   É na escola que a dislexia, de fato, aparece. Há disléxicos que revelam suas dificuldades em outros ambientes e situações, mas nenhum deles se compara à escola, local onde a leitura e escrita são permanentemente utilizadas e, sobretudo valorizadas. Entretanto, a escola que conhecemos certamente não foi feita para o disléxico. Objetivos, conteúdos, metodologias, organização, funcionamento e
avaliação nada têm a ver com ele. Não é por acaso que muitos portadores de dislexia não sobrevivem à escola e são por ela preteridos. E os que conseguem resistir a ela e diplomar-se o fazem, astuciosa e corajosamente, por meio de artifícios, que lhes permitem driblar o tempo, os modelos, as exigências
burocráticas, as cobranças dos professores, as humilhações sofridas e, principalmente, as notas.
Neste contexto, o educador deve estar aberto para lidar com as diferenças, e como Frederic Litto, da Escola do Futuro da USP coloca, deve ser um estimulador do prazer de aprender, um alquimista em fazer o aluno enxergar o “contexto“ e o “sentido” e, um especialista em despertar a auto-estima.
Para que isto ocorra, deve transformar a sala de aula em uma “oficina”, preparada para exercitar o raciocínio, isto é, onde os alunos possam aprender a ser objetivos, a mostrar liderança, resolver conflitos de opinião, a chegar a um denominador comum e obter uma ação construtiva. Sob este prisma, a
interação com o aluno disléxico torna-se facilitada, pois, apesar do distúrbio de linguagem, este aluno apresenta potencial intelectual e cognitivo preservado; desta maneira estará sendo estimulado e respeitado, além de se favorecer um melhor desempenho.
A seguir estão algumas atitudes que podem facilitar a interação:
•Dividir a aula em espaços de exposição, seguido de uma “discussão” e síntese ou jogo pedagógico;
• Dar “dicas” e orientar o aluno como organizar-se e realizar as atividades na carteira;
• Valorizar os acertos;
• Estar atento na hora da execução de uma tarefa que seja realizada por escrito, pois, seu ritmo pode
ser mais lento, por apresentar dificuldade quanto à orientação emapeamento espacial, entre outras
razões;
• Observar como ele faz as anotações da lousa e auxiliá-lo a se organizar;
• Desenvolver hábitos que estimulem o aluno a fazer uso consciente de umaagenda, para recados e
lembretes;
• Na hora de dar uma explicação usar uma linguagem direta, clara e objetiva e verificar se ele entendeu;
  • Permitir nas séries iniciais o uso de tabuadas, material dourado, ábaco, e para alunos que estão em séries mais avançadas, o uso de fórmulas, calculadora, gravador e outros recursos, sempre que necessário;
   É equivocado insistir em exercícios de “fixação“: repetitivos e numerosos, isto não diminui sua dificuldade.
Levando-se em conta que o ensino, a aprendizagem e a avaliação constituem um ciclo articulado, deve-
se para isso cumprir quatro perspectivas importantes:
• Ser formativa
• Ser qualitativa
• Ser construtivista
• Multimeios
A inclusão do aluno disléxico na escola, como pessoa portadora de necessidade especial, está garantida e orientada por diversos textos legais e normativos.
A lei 9.394, de 20/12/96 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), por exemplo, prevê:
- que a escola o faça a partir do artigo 12, inciso I, no que diz respeito à elaboração e à execução da
sua Proposta Pedagógica;
- que a escola deve prover meios para a recuperação dos alunos de menor rendimento (inciso V);
- que se permita à escola organizar a educação básica em séries anuais, períodos semestrais e ciclos,
alternância regular de períodos de estudos, grupos não seriados, com base na idade, na competência e
em outros critérios, ou por forma diversa de organização (artigo 23);
- que a avaliação seja contínua e cumulativa, com a prevalência dos aspectos qualitativos sobre os
quantitativos e dos resultados ao longo do período (artigo 24, inciso V, a alínea a).Diante de tais possibilidades, é possível construir uma Proposta Pedagógica e rever o Regimento Escolar considerando o aluno disléxico.

 Na Proposta Pedagógica existem as seguintes possibilidades:
a) Provas escritas, de caráter operatório, contendo questões objetivas e/ou dissertativas, realizadas individualmente e/ou em grupo, sem ou com consulta a qualquer fonte;
b) Provas orais, através de discurso ou argüições, realizadas individualmente ou em grupo, sem ou com consulta a qualquer fonte;
c) Testes;
d) Atividades práticas, tais como trabalhos variados, produzidos e apresentados através de diferentes expressões e linguagens, envolvendo estudo, pesquisa criatividade e experiências práticas, realizados individualmente ou em grupo, intra ou extra classe;
e) Diários;
f) Fichas avaliativas;
g) Pareceres descritivos;
h) Observação de comportamento, tendo por base os valores e as atitudes identificados nos objetivos da escola (solidariedade, participação, responsabilidade, disciplina e ética).
É importante manter a comunidade educativa permanentemente informada a respeito da dislexia.
Informações sobre eventos que tratam do assunto e seus resultados, desempenho dos alunos portadores da dislexia, características desse distúrbio de aprendizagem, maneiras de ajudar o aluno disléxico na escola, etc.
Não é necessário que alunos disléxicos fiquem em classe especial. Alunos disléxicos têm muito a oferecer para os colegas e muito a receber deles. Essa troca de humores e de saberes, além de afetos, competências e habilidades só faz crescer amizade, a cooperação e a solidariedade.
O diagnóstico de dislexia traz sempre indicação para acompanhamento específico em uma ou mais áreas profissionais (fonoaudiologia, psicopedagogia, psicologia...), de acordo com o tipo e nível de dislexia constatado. Assim sendo, a escola precisa assegurar, desde logo, os canais de comunicação com o(s)
profissional(is) envolvido(s), tendo em vista a troca de experiências e de informações.

RELÓGIO DA ALEGRIA

ATIVIDADE PARA EDUCAÇÃO INFANTIL
Relógio da alegria


O tempo é apenas um pequenino detalhe. Mas, para quem está em sala de aula, ele faz realmente muita diferença, pois é necessário seguir horários preestabelecidos. As crianças sentem isso e iniciam este processo perceptivo quando alguma atividade maravilhosa é interrompida simplesmente porque o tempo acabou. Para elas, seria muito bom que pudessem continuar e começam assim, seja em família ou na escola a perceberem que o tempo é algo que interrompe o que fazem, como se desse uma ordem silenciosa. Com o passar dos anos sentem que existe algo chamado relógio. Talvez não descubram primeiro o nome e nem tampouco o objeto exerça sobre elas algum poder. Mas percebem com nitidez o gesto que um adulto faz: Um olhar para o relógio. Seja no pulso ou na parede, sempre há um adulto olhando para um relógio. A grande questão para as crianças passa a ser: O que é isso e por que olham para ele e em seguida tomam alguma atitude ou suspiram? Eis a inocente criança a adentrar o mundo das silenciosas ordens que permearão toda a sua vida. Se a sala de aula tiver um relógio bonito e colorido podem começar a navegar por tais oceanos demarcados por portos, de modo mais suave e ameno. Afinal, elas desejarão saber o que é e para que serve. Será necessário iniciá-las no mundo dos ponteiros. Que sejam divertidos, afinal, sua função não será!

Seguem abaixo três modelos de relógio para a parede da sala de aula. Você pode imprimi-los em papel firme e a confecção pode ser feita inclusive contando com a colaboração dos pequeninos. Apresentar pronto não instiga, isto é um grande fato. É necessário sempre respeitar o percurso. Você, adulto, sabe exatamente como se monta um relógio, sabe onde colocar cada ponteiro. E porque eles não sabem, deseja fazer para eles. Em seguida, eles receberão um relógio pronto. E daí? E daí que você, mais uma vez, prejudicou o caminho do raciocínio. Por que um cérebro, afinal, se alguém teima em encurtar percursos e ordena que não os usemos? Isto chega a ser meio pouco inteligente para o próprio cérebro que se julga tão capaz a ponto de dizer horas e momentos, caminhos e estradas, enfim, seria mais lógico que cada cérebro pudesse dizer sozinho até onde pode ir. É preciso estar preparado para o espanto. Educação que não provoca espanto é simplesmente dispensável. 

Você pode imprimir modelos prontos coloridos e deixar que montem, apenas orientando. Pode também imprimir em branco e deixar que montem. Ofereça antes um relógio montado, pronto, para que vejam. É claro que já viram e muito, foi você quem não percebeu. É possível também montar um junto com eles utilizando sucata. O mundo das horas, perceberão logo, é tão monótono e chato, sempre cortando aquilo de que gostamos mais e ordenando outras tarefas. Que bom se ele puder, ao menos, ser colorido e um pouco alegre. Por isso, eis o relógio da alegria! Para as crianças, este momento foi muito esperado. Porque elas sabem sem saber que sabem, ou seja, no fundo é o adulto quem não percebe o quanto elas sabem, porque eles sempre as julgam "apenas crianças".  Talvez ela, a criança, seja muito mais do que vocês conseguiram perceber até hoje. Apenas estejam prontos.















domingo, 2 de março de 2014

Olá colegas, demorei, mas voltarei a postar assuntos pertinentes à nossa rotina escolar.

Encontrei esta atividade que vem como uma luva para o momento que vivemos(cassações, corrupção, política oportunista e etc, além de estarmos em um ano eleitoral). Poderá ser trabalhada em qualquer área, principalmente na área de Humanas. Usem e abusem!!!

Tema: A importância do voto e de ser cidadão em um Brasil de Corrupção

JUSTIFICATIVA 
Tendo nascido no mundo grego e sendo fruto da busca de explicações para a 
origem das coisas, a Filosofia desde o início debruçou-se sobre os temas políticos. A 
organização social e política dos gregos sempre despertou reflexões e propostas dos 
primeiros filósofos. 
Platão e Aristóteles foram homens que viveram num determinado contexto 
social e político e deixaram suas impressões sobre questões sociais e políticas. Assim, a 
filosofia não surgiu desvinculada do mundo concreto. É a partir da realidade que 
surgem os sistemas filosóficos. 
Com o passar do tempo, esta inserção da filosofia e de seus filósofos nas 
realidades sociais e políticas continuará caracterizando a evolução do pensamento 
filosófico. De tal maneira que todos os grandes nomes da filosofia apresentaram suas 
considerações sobre Política e Sociedade, dos primórdios da filosofia até os dias atuais.

ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO 
 
a) Mobilização 
A atividade poderá ser iniciada com a leitura do texto “Sobre farinhas do 
mesmo e de outros sacos”, de Roberto Pompeu de Toledo 
Texto no final da página). O professor/a poderá fazer os seguintes 
questionamentos: Por que não contribui para o bom funcionamento da democracia a 
idéia tão brasileira de que todos os políticos são iguais? 
 
b) Problematização 
Enquanto problematização o professor/a poderá fazer os seguintes 
questionamentos: Que acontece a essa invenção humana para tornar-se um fardo de 
que gostaríamos de nos livrar? De onde deriva a imagem da política como um poder do 
qual somos vítimas tolerantes? 

c) Investigação 
O desenvolvimento teórico poderá ser feito principalmente a partir de textos da 
Antologia de Textos Filosóficos: 
http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/cadernos_pedagogicos/cadern
o_filo.pdf. Os textos que poderão subsidiar a investigação são os de Aristóteles (A 
Política) e Rousseau (Segundo discurso e Contrato Social). 
 
d) Criação de conceitos 
A percepção das diferentes concepções políticas e principalmente o contato 
direto com a fonte do problema em questão, por parte do estudante, possibilita o 
exercício de leitura do texto filosófico, requisito básico para que também se exercite na 
indispensável produção escrita em torno das reflexões realizadas. O objetivo central 
deste trabalho é fazer com que os estudantes possam ascender a uma concepção 
melhor elaborada relativa à política. 

ATIVIDADES E EXERCÍCIOS 
Uma sugestão de atividade é uma visita de campo aos três poderes instalados 
em seu município. Os estudantes poderiam entrevistar agentes do poder executivo: 
prefeito ou secretários; os vereadores no legislativo e o Juiz da comarca ou o promotor 
representantes do judiciário no município. 
 
AVALIAÇÃO 
A avaliação tem como papel central oferecer subsídios e quando 
necessário redirecionar o processo de ensino-aprendizagem. É importante ressaltar 
que a avaliação não tem como objetivo descobrir a quantidade de 
informações referentes a este ou aquele pensador o estudante foi capaz de “guardar”, 
decorar. Em. O valor da avaliação está na possibilidade de que o estudante 
possa fazer uma experiência com conceito, isto é, a possibilidade de encontrar as ideias 
implícitas nos discursos, de apreender conceitos e construir seus próprios conceitos. 
O processo avaliativo deverá levar em questão os seguintes itens: 
quais conceitos e discursos o estudante tinha antes de iniciar o estudo do tema e quais 
conceitos e discursos criou após o estudo dos conceitos relacionados ao conhecimento 
em Aristóteles e Rousseau.

ANEXO 
 
Sobre farinhas do mesmo e de outros sacos 
 
Não contribui para o bom funcionamento da democracia a ideia tão brasileira de que 
os políticos são todos iguais 
 
São todos iguais. Farinha do mesmo saco. 
É assim que o eleitor brasileiro, com frequência, se refere aos políticos. Seriam 
todos uns a cara esculpida e escarrada dos outros. Fazem promessas vãs. Eleitos, dão 
as costas ao eleitorado. Só se importam com os próprios interesses. E roubam, roubam. 
Se são todos iguais, como escolher entre um e outro? Como decidir em quem votar? 
Aliás, para que votar? A crença no "são todos iguais", muito partilhada no Brasil, é na 
verdade uma das principais responsáveis pelo mau funcionamento da democracia no 
país. 
O comentário vem a propósito do escândalo que envolve a administração da 
cidade de São Paulo. A partir do gesto destemido de uma professora de ginástica, que 
se recusou a pagar a propina exigida pelos fiscais da prefeitura para autorizar o 
funcionamento de sua academia e os denunciou, veio à tona todo um lamaçal de 
falcatruas, com ramificações em múltiplos cantos do Executivo municipal, passagem 
importante pela Câmara dos Vereadores e ímpeto que ameaça mesmo a cadeira do 
prefeito. Ao leitor de outros Estados o assunto pode parecer distante, mesmo o de São 
Paulo pode não se ter dado conta do tamanho do problema, mas a esta altura é 
permitido afirmar que o caso se equipara aos escândalos Collor-PC, Anões do 
Orçamento ou Precatórios. A maior cidade do país, ficou-se sabendo, era uma Chicago 
entregue a Al Capone, Bagdá abandonada a Ali Babá, Jerusalém doada aos incréus. E, 
diante dessa tenebrosa realidade, quais foram as reações? Duas foram muito comuns, 
a saber: 
1. Sempre foi assim; 
2. Todo governo faz isso.
O "sempre foi assim" refere-se ao fato de sempre ter havido fiscais que exigem 
propinas. Certo, mas isso não impede que o fenômeno conheça variados graus de extensão, que os fiscais ajam mais ou menos à vontade segundo a leniência dos chefes 
e que o problema assuma proporções máximas quando se recobre, como é o caso, de 
formas institucionalizadas de planejamento das roubalheiras, arrecadação das 
prebendas e distribuição dos butins. O "todo governo faz isso" refere-se à questão, 
central no caso presente, de o prefeito ter entregue a vereadores o controle das 
chamadas administrações regionais. Certo, até na Alemanha, onde o Partido Verde 
ocupa alguns ministérios em troca do apoio ao governo social-democrata, se faz isso. A 
diferença é que em São Paulo a divisão obedeceu menos a esse padrão, ou mesmo ao 
padrão tradicional do patrimonialismo brasileiro, do que àquele pelo qual os bicheiros, 
no Rio de Janeiro, dividem as zonas da cidade. 
O "sempre foi assim" refere-se ao fato de sempre ter havido fiscais que exigem propinas. Certo, mas isso n�o impede que o fen�meno conhe�a variados graus de extens�o, que os fiscais ajam mais ou menos � vontade segundo a leni�ncia dos chefes e que o problema assuma propor��es m�ximas quando se recobre, como � o caso, de formas institucionalizadas de planejamento das roubalheiras, arrecada��o das prebendas e distribui��o dos butins. O "todo governo faz isso" refere-se � quest�o, central no caso presente, de o prefeito ter entregue a vereadores o controle das chamadas administra��es regionais. Certo, at� na Alemanha, onde o Partido Verde ocupa alguns minist�rios em troca do apoio ao governo social-democrata, se faz isso. A diferen�a � que em S�o Paulo a divis�o obedeceu menos a esse padr�o, ou mesmo ao padr�o tradicional do patrimonialismo brasileiro, do que �quele pelo qual os bicheiros, no Rio de Janeiro, dividem as zonas da cidade.
O "sempre foi assim" e o "todo governo faz isso", nem seria preciso acrescentar, servem de defesa aos implicados, direta ou indiretamente. "Todo fiscal � corrupto", disse, com a habitual imprud�ncia verbal, o ex-prefeito Paulo Maluf, chefe do partido e patrono �ltimo da turma do esc�ndalo. Os vereadores contemplados com o loteamento das administra��es regionais t�m se defendido com o "todo governo faz isso".
Tanto o "sempre foi assim" como o "todo governo faz isso" remetem ao axioma-m�e segundo o qual os pol�ticos s�o todos iguais. Se n�o se acreditasse que todos s�o iguais, n�o se acreditaria que sempre foi assim nem que todo governo faz isso. Ora, acreditar que os pol�ticos s�o iguais �, ao mesmo tempo, uma impossibilidade l�gica e uma ren�ncia de direitos. Impossibilidade l�gica porque nunca duas pessoas, mesmo que profissionais da mesma atividade, ou membros da mesma corpora��o, s�o iguais. Os advogados n�o s�o todos iguais, nem os pedreiros, nem mesmo os bandidos. � uma ren�ncia de direitos porque o cidad�o que assim pensa mentalmente rasga o t�tulo de eleitor. Se � tudo igual, para que votar? O cidad�o em geral acredita que os pol�ticos s�o iguais de boa-f�, mas com isso acaba fazendo o jogo dos piores. S�o eles os principais interessados em que se acredite que "� tudo farinha do mesmo saco".
O quadro que se revela em S�o Paulo � obra de um grupo espec�fico, que j� h� dois mandatos toma conta da cidade e agora tem suas v�sceras expostas. Um membro desse grupo, o vereador Wadih Mutran, ao ser entrevistado no programa Opini�o Nacional, da TV Cultura de S�o Paulo, defendeu o colega Vicente Viscome, preso na semana passada, com o argumento de que Viscome � t�o rico que "nem precisava ser vereador". Eis um cacoete de linguagem que vale por uma confiss�o. "T�o rico que nem precisava..." Isso revela uma concep��o segundo a qual vai para a pol�tica quem precisa ainda enriquecer. O que ocorreu na cidade n�o ocorreu porque todos s�o assim, mas porque eles, os atuais detentores do poder municipal, s�o assim. Trata-se de um grupo que, a cada elei��o, costuma dizer-se renovado, convertido dos pecados da vez anterior, mas que, a cada nova oportunidade, mostra-se, ele sim, mais igual ainda a si mesmo. Construir uma democracia sup�e saber distinguir diferen�as. Come�aremos a construir a nossa quando deixarmos de acreditar que � tudo a mesma coisa.

segunda-feira, 4 de março de 2013

ESCOLA QUE ALFABETIZA


Caminhos para uma escola alfabetizadora

Para que todos os alunos saibam ler e escrever antes de chegarem aos 8 anos, a equipe gestora deve investir na formação dos professores e na criação de um ambiente alfabetizador

Caminhos para uma escola alfabetizadora. Foto: Marina Piedade Grafite Marcelo Zuffo
As situações a seguir acontecem em escolas de todo o Brasil: boa parte dos alunos de séries avançadas - tanto do Ensino Fundamental quanto do Médio - não consegue localizar informações em uma notícia de jornal, assusta-se diante de livros mais grossos que precisam ser lidos para a disciplina de Língua Portuguesa e não entende o artigo científico consultado na aula de Ciências, entre outras dificuldades. Eles fazem parte daquela parcela da população que avança na escolaridade sem dominar a leitura e a escrita ou do índice de 29,6% de crianças e jovens em defasagem idade-série no Brasil. Tudo porque não foram bem alfabetizados. Hoje, são 456 mil meninos e meninas de 8 anos que não leem nem escrevem da forma que se espera para a idade (15,2% do público dessa idade). Candidatos, portanto, a futuros analfabetos funcionais.

Para quebrar essa corrente, é preciso garantir que todas as escolas alfabetizem os alunos nas séries iniciais do Ensino Fundamental. Alguns especialistas afirmam que isso pode acontecer até antes, principalmente se as crianças frequentam a pré-escola - agora obrigatória. Porém o Ministério da Educação (MEC), com o intuito de propor uma meta mais factível do que ideal, optou por estabelecer os 8 anos como teto ao elaborar o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic). Em novembro do ano passado, quando o programa foi lançado, ele teve a adesão de 5.270 dos 5.565 municípios do país e de todos os estados da federação, que receberão recursos para serem investidos, prioritariamente, na formação de professores e na aquisição de material pedagógico.

Contudo, a escola precisa estar preparada para a missão. E os caminhos para atingir o objetivo passam por providenciar um ambiente 100% alfabetizador - aquele em que a escrita e a leitura são o eixo principal da comunicação e da relação entre os alunos e a escola - e incorporar à rotina de todos a cultura da capacitação em serviço. Nesta reportagem, você vai conhecer 18 ações - divididas nas seis áreas da gestão escolar (aprendizagem, equipe, material, espaço, tempo e comunidade) - que ajudarão na consolidação de uma escola alfabetizadora.

Caminhos para uma escola alfabetizadora

Para que todos os alunos saibam ler e escrever antes de chegarem aos 8 anos, a equipe gestora deve investir na formação dos professores e na criação de um ambiente alfabetizador


Aprendizagem
Definir as expectativas
O primeiro passo é estabelecer o que os alunos têm de aprender nos três primeiros anos do Ensino Fundamental. Algumas secretarias já fixam as metas: a estadual de São Paulo, por exemplo, deliberou que no fim do 1º ano as crianças devem conhecer os usos e as funções sociais da escrita, compreender o sistema alfabético e ler e escrever palavras e sentenças. Ao terminar o 2º, elas precisam ler e formular textos curtos e utilizá-los em práticas sociais. Já na conclusão do 3º, espera-se que os estudantes estejam aptos a ler com fluência, produzir escritas ortograficamente corretas e localizar informações em textos mais longos. Caso a secretaria de Educação não tenha as expectativas de aprendizagem elaboradas, a própria escola terá de fazer isso.

Usar a leitura e a escrita como prática social

Dentro da escola, é certo que os alunos precisam ler e escrever com a mesma finalidade que todos na sociedade o fazem: uma antologia poética e um livro de contos, por exemplo, elaborados por uma turma, têm de ser compartilhados com os colegas e distribuídos às famílias; as regras de um jogo, escritas para serem consultadas durante a brincadeira e assim por diante. Nada de escrever somente para o professor ler. "Ver como o material escrito é usado e considerar o leitor na hora das produções dá sentido a elas e permite que os estudantes entendam seus propósitos", afirma Beatriz Gouveia, coordenadora do Instituto Avisa Lá, em São Paulo.

Estimular a ler e escrever desde cedo

Mesmo sem estarem alfabetizados, os pequenos da Educação Infantil conseguem identificar o próprio nome, "ler" para os colegas uma parlenda que conhecem de memória e diferenciar as imagens da escrita. Isso se o contato com textos diversos se der desde cedo, com o professor da creche e da pré-escola lendo para os bebês e as crianças, oferecendo livros e outros suportes da escrita para serem manipulados e permitindo que todos "escrevam" - cada um do seu jeito. "Dessa forma, o grupo chega ao Ensino Fundamental pensando sobre o sistema da escrita e entendendo que ela representa a fala", afirma Marisa Garcia, doutora em Educação e consultora do Programa Ler e Escrever, da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo.

Realizar avaliações diagnósticas

Para ter consciência do nível de cada aluno nas habilidades de leitura e escrita, o ideal é realizar pelo menos cinco sondagens por ano: uma no início do período letivo e as outras no fim de cada bimestre. "Com os resultados, o professor pode se reunir com o coordenador pedagógico e pensar em estratégias que promovam os avanços necessários", afirma Marisa.

Planejar atividades de reforço

Se algum aluno não atingiu as expectativas de aprendizagem, é obrigação da escola oferecer opções para que ele não fique para trás - como grupos de apoio, aulas no contraturno e atividades complementares ao trabalho de sala de aula. Isso durante todo o ano. Ter critérios objetivos para a seleção dos alunos que participarão dessas turmas e professores alfabetizadores ajuda no planejamento e no sucesso das ações.

Valorizar as produções

Ao coordenador pedagógico cabe orientar a equipe docente a reconhecer toda e qualquer tentativa de escrita a fim de manter os alunos motivados a elaborar os próprios textos -- que podem ser expostos em murais, painéis e varais instalados nas áreas de lazer e nos corredores. Além de providenciar os suportes, os gestores devem se certificar de que eles estão exibindo a produção de toda a turma e são atualizados com frequência.

Criar um ambiente comunicador

Bilhetes para as famílias, notícias de caráter social, cultural, institucional e administrativo, convite para uma comemoração e atas de reunião são alguns dos textos que circulam no ambiente escolar e, portanto, devem ser valorizados. "Eles reforçam o uso da linguagem como uma forma de expressão e comunicação e democratizam o acesso às informações, contribuindo para a aprendizagem da leitura e da escrita", defende Vera Masagão, coordenadora geral da ONG Ação Educativa, em São Paulo.


Caminhos para uma escola alfabetizadora

Para que todos os alunos saibam ler e escrever antes de chegarem aos 8 anos, a equipe gestora deve investir na formação dos professores e na criação de um ambiente alfabetizador


Equipe
Ter um coordenador pedagógico

É esse profissional que vai, semanalmente, orientar o horário de trabalho coletivo. Esse momento de troca de experiência entre os docentes sobre as situações da sala de aula é o mais adequado para discutir as teorias e práticas pedagógicas elaboradas nos últimos 20 anos - muitas mudanças aconteceram no conhecimento didático sobre o processo de alfabetização nesse período. A prática se torna ainda mais eficaz se o coordenador incluir em sua rotina o acompanhamento de aulas, pois, ao observá-las, ele conseguirá apoiar a atuação do educador e orientá-lo adequadamente.

Investir na especialização dos educadores

Certamente os professores se tornarão experts em alfabetização se a formação na escola for bem feita pelo coordenador pedagógico. Mas onde ele se atualiza? O interesse em buscar informações nessa área ajuda, porém o apoio do supervisor da Secretaria de Educação é imprescindível. Se esse contato for próximo, a troca entre eles fica mais rica e o técnico terá mais facilidade para organizar cursos e palestras que atendam às necessidades da rede e buscar os recursos formativos oferecidos pelo Ministério da Educação (MEC). Estreitar o contato com universidades e estudiosos em cursos e palestras é outro caminho a ser explorado pelo gestor. A ele cabe também ajudar os profissionais a organizar a agenda de modo que coordenadores e professores possam comparecer aos encontros sem prejudicar as aulas.











Coordenação especializada
Coordenação especializada. Foto: Erônemo Barros
Maria Silvia de Lima (no centro da foto) chegou à EM Professora Brígida Ferraz Fóss, em Campo Grande, no início de 2012 para assumir a coordenação pedagógica da Educação Infantil e do 1º e 2º anos do Ensino Fundamental. "Sentimos a necessidade de dar uma atenção mais específica para os professores das turmas de alfabetização", conta a diretora da escola, Cleonice Mello Barbosa. A primeira medida da nova coordenadora, que já tinha sido professora alfabetizadora e é pós-graduada na área, foi realizar uma avaliação diagnóstica dos alunos das séries iniciais para saber em qual hipótese de leitura e escrita eles se encontravam. A formação específica sobre o tema aconteceu em três encontros. A coordenadora levou artigos e livros às reuniões a fim de discutir teorias e práticas com os educadores e, ao mesmo tempo, ajudou-os a elaborar planos de aula adequados. Estabeleceu, também, encontros periódicos de docentes de um mesmo ano, iniciativa que se mostrou adequada para a discussão de problemas específicos. Ela incorporou ainda à sua rotina a observação de classe, o que permitiu identificar a dificuldade dos professores em desenvolver atividades de produção de texto. Ao estudar experiências eficazes reconhecidas pelos teóricos nas reuniões de formação, o problema foi resolvido.


Material
Ampliar o acervo e preservá-lo

Costuma-se pensar que livros com muitas figuras são os preferidos das crianças que estão começando a ler, porém o que as atrai mesmo é uma boa história. A biblioteca da escola e o canto de leitura de cada sala de aula devem estar repletos de publicações com imagens, porém nada impede que o acervo seja maior e mais diversificado. Livros de contos de terror e de aventura, ficção, poesias e outros gêneros são bem-vindos à coleção. Os textos mais complexos podem ser lidos pela professora e emprestados às crianças para que os pais leiam com elas. As escolas públicas contam com o Programa Nacional Biblioteca na Escola (PNBE), do MEC, e outras iniciativas empreendidas pelas Secretarias de Educação dos estados e municípios. Também é possível organizar campanhas de arrecadação junto à comunidade desde que haja critério para selecionar o material recebido. Campanhas educativas para ensinar as crianças a cuidar dos livros e o controle de retirada dos exemplares são fundamentais para preservá-los.

Disponibilizar o acesso aos computadores

O uso da internet colabora no processo de alfabetização das crianças na medida em que elas têm as letras disponíveis no teclado, facilitando a escolha e eliminando a dificuldade do traçado. Aos pequenos pode ser sugerida a elaboração de uma lista de animais no editor de textos, com figuras que eles mesmos vão procurar na internet. A pesquisa sobre o autor de uma obra lida em sala também é uma atividada a ser explorada. Para Vera Masagão, o contato com a tecnologia é importante, pois, nos próximos anos, computadores, tablets e celulares serão os principais suportes de escrita.

Transformar a sala de aula

Nada de paredes vazias e de cantos sem material escrito. Livros, revistas, gibis e jornais precisam estar em local acessível para que as crianças os manuseiem. O alfabeto, as regras da brincadeira ou da receita culinária que será feita no dia e outros textos, fixados em murais, servem de consulta para os estudantes nas tentativas de escrita. Importante ter o nome dos alunos em letras maiúsculas numa lista gigante ao lado do quadro e na identificação dos materiais escolares. Beatriz Gouveia lembra que o alfabeto móvel e os jogos pedagógicos - cujo foco seja a palavra inserida em contexto comunicativo - contribuem para que situações de uso da escrita ganhem destaque nas aulas.

Espaço
Utilizar bem o local de leitura 

Obras de qualidade da literatura infanto-juvenil e gêneros variados devem fazer parte do acervo da biblioteca ou sala de leitura. No entanto, o espaço só adquire relevância quando as crianças realizam atividades como rodas de leitura, reconto de histórias e saraus literários. O ideal é ter um profissional responsável por planejá-las, organizar os exemplares e indicar livros para professores e alunos. O local ainda pode ficar disponível para a comunidade do entorno da escola.

Formar agrupamentos pequenos

Com poucos alunos, o professor consegue atender a todos, respeitando o ritmo de cada um e oferecendo atividades específicas. Além disso, em turmas menores, todos têm a chance de participar mais das propostas coletivas. Em novembro, foi aprovado pelo Senado Federal - e está em tramitação na Câmara dos Deputados - um projeto de lei que determina o máximo de 25 estudantes por sala nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Há experiências exitosas também com dois professores nas turmas de alfabetização.
Início na Educação Infantil
Início na Educação Infantil. Foto: Marina Piedade
Na EMEB Octávio Edgard de Oliveira, em São Bernardo, na Grande São Paulo, as ações voltadas à alfabetização começam na Educação Infantil. O Projeto Literário é a principal iniciativa. Nele, as crianças de 3 a 5 anos têm contato com as obras de um autor por trimestre, aprendendo sobre o estilo, a linguagem e a maneira de caracterizar os personagens, em leituras realizadas três vezes por semana. Nos outros dias, outros textos são trabalhados. "Nós não ensinamos a ler e a escrever na pré-escola, porém introduzimos os pequenos no universo letrado para facilitar a alfabetização e a aprendizagem", afirma Cristiane de Araújo Santos, diretora da escola. As crianças frequentam semanalmente a Biblioteca Interativa, conceito presente em todas as escolas municipais, que oferece livros, acesso a computadores, aparelhos de vídeo e música, DVDs, CDs, gibis, revistas e jornais e um baú com fantoches e fantasias. Lá, os alunos participam de rodas de leitura e reconto de histórias e escolhem as obras que querem folhear. O espaço conta com uma assistente para planejar as atividades com os professores e orientá-los em relação ao uso do acervo. Ela também indica livros para as crianças levarem para casa. O local é aberto ao público às terças-feiras, ocasião em que os pais, os funcionários e a comunidade do entorno leem, pesquisam e estudam.


Tempo
Promover atividades diárias de leitura

Diretor, coordenador pedagógico e professores definem em que momento inserir uma atividade diária de leitura. No planejamento das aulas, ela é obrigatória. Por que não torná-la rotina também na abertura de reuniões de formação, de equipe e de pais e na pausa da jornada dos funcionários? Todos, certamente, vão se sentir à vontade para abrir um livro se isso for estimulado pelos gestores.

Garantir o cumprimento dos dias letivos

São 200 dias e 800 horas por ano que a escola deve assegurar aos alunos. No entanto, não basta que a quantidade seja cumprida. É preciso assegurar a boa utilização do tempo para o ensino e a aprendizagem. A observação de sala de aula ajuda o coordenador pedagógico a ver se isso está sendo feito. Se ele notar desperdício com tarefas pouco importantes, deve inserir a discussão sobre o máximo aproveitamento do tempo das aulas nos encontros de formação a fim de orientar os professores.

Comunidade
Comunicar as propostas de alfabetização aos pais

Será mais fácil acompanhar a aprendizagem dos filhos se os familiares forem bem informados sobre os procedimentos usados pela escola para atingir tal objetivo. "As reuniões de pais servem a esse propósito, assim como palestras que abordam a maneira como as crianças aprendem a ler e escrever", afirma Paula Stella, professora de pós-graduação do Centro de Formação da Escola da Vila, em São Paulo. Nos encontros, é possível dar orientações sobre como ajudar os filhos. Os pais podem perguntar se há lição de casa, reservar um local tranquilo para que a criança faça as tarefas, olhar o caderno e comentar os avanços. E, claro, ler para e com os pequenos.

Incluir a família nas atividades

Quando participam de eventos como feira de troca de livros e gibis, saraus literários e encontros com autores, os pais mostram aos filhos a importância de ler e valorizam a atividade de leitura. Por isso, um convite para comparecer à escola nesses momentos é bem-vindo, assim como a inclusão em projetos que demandem a leitura em família.
Pais parceiros
Pais parceiros. Foto: Marcelo Almeida
Ao menos duas vezes por mês, Marcelo Duarte (foto) e outros pais de alunos vão à Praça da Leitura da EM Governador Pedro Ivo Campos, em Joinville, a 180 quilômetros de Florianópolis. Ele é pai de Daniel, de 7 anos, e usa esse espaço para passar pelo menos 40 minutos lendo livros, revistas e jornais com o filho - tempo reservado pelas professoras para essa finalidade. "Acho importante valorizar essa prática, principalmente com crianças que estão sendo alfabetizadas", afirma ele. Construída há sete anos, a praça foi fruto de uma parceria entre a instituição e uma empresa da cidade. Isolete Alves Vicente Salomon, diretora da Pedro Ivo, investe na participação da família no acompanhamento da escolarização. Por isso, ela e a supervisora pedagógica, Silvana Terezinha Gomes, organizam várias ações de aproximação com os pais. É o caso dos projetos Livro, Imagem, Emoção e Socialização - em que os familiares são convidados a narrar histórias para serem posteriormente recontadas pelos estudantes - e Mochila Viajante - as crianças levam uma obra para casa, leem em família e fazem o registro em um diário. Ao longo do ano, há palestras com escritores, exposição de livros e apresentações teatrais na biblioteca. "Formar leitores é prioridade e só conseguimos isso quando levamos essa preocupação para além dos limites da escola", diz Isolete.

FONTE: http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/caminhos-escola-alfabetizadora-734380.shtml?page=0